1.6.10

Lembro-me das vezes em que almoçavamos juntos naquela praia, sentados na toalha, debaixo do guarda-sol, na maior parte das vezes almoçavamos aquela comida que a tua mãe fazia, que saudades que eu tenho dessa comida; lembro-me das vezes em que pegavas em mim e começavas a correr pela praia fora até chegar ao mar, a àgua era quase sempre gelada e eu suplicava para não me largares; lembro-me dos regressos a casa, aqueles em que me davas a mão e fixavas os olhos em mim. Como eu amava chegar a casa, olhar pela janela e ficar ali, quieta, a namorar o sol do fim do dia, enquanto te escrevia.
Volta meu querido, forasteiro e verdadeiro amor, volta (...) eu, vou ficar aqui, sentada nas areias desta praia, que estará para sempre marcada pelo nosso amor, as areias e o mar que nunca esquecerão as nossas gargalhadas, os nossos dedos interlaçados, os abraços e os teus lábios junto dos meus, volta, volta que eu estarei aqui, sentada, à espera do teu regresso, marcada pelo teu jeito de amar.

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Sinceridade é o único requisito