27.11.10

Catástrofe

Às vezes  vendámos os olhos a nós próprios, querendo acreditar nas fantasias mais absurdas, só para não sofrer da mais dura realidade. De tanto eu fazer isso, agora não sei distinguir o que é real do irreal, parece-me tudo igual. Agora são ambas as partes igualmente duras, tristes, até dói aguentar enfrenta-las.
Acho que tenho razão quando digo que se fosse arrastada para uma guerra, não sobreviveria.
O amor cansou-me, gastou-me forças, esgadanhou-me o coração, espremeu-me as lágrimas. Se não tivesse saltado o barco, morreria de tortura. O meu coração teve um quase coma com uma recuperação lenta e difícil, com muitas noites mal passadas, cheio de ataques. Foi duro aguentar, parecia que ganhava febre. Pode-se dizer que estava doente, até louca, como quiserem. Deixo-vos à escolha.
Agora que já não me resta nada, tento apanhar o que sobrou do furacão que por aqui passou, a que dantes eu chamava de amor.
O meu coração agora está cansado, tentando recuperar, batendo lentamente.
Foste uma catástrofe amor, uma catástrofe, mas como se diz por ai, tudo passa com o tempo.

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