O teu amor foi-me bordado no peito. E esses bilhetinhos que caracterizam a singularidade das lembranças, são as coisas boas que nos sorriem como se quisessem ser vividas outra, e outra, e outra vez. Eu sou alimentada pelo que me trouxeste à alma, ao corpo, à mente. Sou alimentada pelo bonito que é amar, pelos arrepios que me percorrem, as borboletas que se manifestam, e os suspiros que são dados. Sou alimentada por ti, pela euforia do sentir. Sou alimentada pelo desvendar da vida, e pelo sabor dos teus beijos que são derretidos em minha boca. E juntos alimentamos estes bilhetes insaciáveis da lembrança, que ficam guardados num sítio chamado coração. 

(post atrasado um dia. vinte meses. e uma fotografia nossa)