3.4.10

Ontem deixamos de lado as vergonhas amor, esquecemos as pessoas à nossa volta, não evitamos a chuva, não fugimos do frio e decidimos saltar as poças de água que pelo chão havia (...) saltámos amor, uma de cada vez, como se fossem pistas deixadas pela chuva. À medida que ia saltando, não conseguia evitar e dizia "esta é MINHA!", tu viste uma enorme e disseste "Lú, esta é nossa, anda. aos três!" e assim foi, no final da contagem, encontrávamos-nos em pleno ar e tlim, chapinamos mais uma vez, encharcamos as sapatilhas, molhamos as calças e sorrimos amor, sorrimos como se tivéssemos voltado aquela infância, que por vezes fica esquecida no meio de nós, como o tempo que vai passando.
Demos as mãos, começamos a correr e só paramos quando chegamos a casa, encharcadas, geladas, mas felizes, felizes como sempre.
Amor, eu AMO-TE 

- "Chuva, que me escorre pela cara, percorrendo a pele, seca pelo tempo"

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