11.2.11

Oásis - IV

O Samuel agarrou-me pelo braço e eu disse-lhe "larga-me", num tom de voz amargo. Ainda à pouco me separei do meu ex-namorado e vem-me este armar-se em espertinho.
Era o nosso primeiro dia no oásis e eu já estava a desesperar. O Samuel tentou conversar comigo:
"que se passa?"
Eu: óbvio que nada, porquê?
Samuel: Parece que ficaste incomodada.
Eu: É impressão tua, a sério. Eu nem te curto sequer. O que tu e a Sofia fazem, ou deixam de fazer, 
e me indiferente.
Samuel: Não me curtes? És mesmo fora. Ok, então vou para a beira dela. Já que isso não te incomoda.
Eu: Não, não curto. Força ai (sorri, mesmo cinicamente).
O Samuel foi para a pista de dança, a Sofia olhou-me com um ar de desconfiança e eu mostrei-lhe o meu polegar, para ela entender que estava tudo bem. Bebi cerca de três shots e uma vodka preta, já estava a ficar alegre demais para o meu gosto. O Simão viu que eu estava a exagerar e veio-me falar:
Simão: Estás bem? Anda, vamos embora.
Eu: Estás armado em meu paizinho, ou quê? Deixa-me estar. Queres ir embora, vai tu. 
Simão: Não vou sem ti. 
Eu: Então bem que não vais embora tão cedo.
O Simão agarrou-me pelo braço e levou-me para os sofás, sentou-me lá e mostrou-se bastante preocupado. Começou a perguntar-me o porquê de eu ser assim e eu não estava a entender muito bem, mas ele lá se explicou. Era o porquê de eu ser assim, mal humorada, não dava muitas confianças aos rapazes e tratava o Simão mal, sem ele perceber o porquê. E eu expliquei-lhe que o meu ex-namorado, era como o Samuel. Era um autêntico otário, que só queria miúdas para a cabeça e que não mudava, dai termos acabado. Ele tentou-se desculpar, explicando que era o contrário deles. 
Parei por instantes, via tudo a andar a roda e já mal mantia os olhos abertos...

Continua....

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