20.2.11

oásis - V

Tudo o que ouvia, entoava na minha cabeça, fazia eco. Na verdade não me estava a sentir muito bem.
Eu: Simão, leva-me daqui.
Simão: Está tudo bem?
Eu: Não, estou-me a sentir mal disposta.
Simão: Ok, anda. Vamos lá para fora.
Apoiei-me no Simão, a minha cabeça pesava quilos. O Samuel e a Sofia, repararam que nós nos estávamos a dirigir para a porta. Chamaram a Filipa, o André, o Bruno e o Renato e vieram atrás de nós.
Filipa: Que se passa, Isabel?
Eu: Estou a ver tudo à roda, deixa. Isto já passa.
Cada vez via menos, a minha vista estava muito distorcida. 
Samuel: Queres que te leve ao hospital? Tenho ai a minha mota.
Eu: Dispenso. De ti, não quero nada.
Simão: É melhor ires com ele na mota. Senão fores ao hospital, ele leva-te para o oásis. A pé, é que não convém ires.
Eu: E de mota, convém? Ainda caio para trás, ou assim.
Começaram todos a rir-se. O Samuel fez sinal para eles irem andando, que ficava comigo até eu estar em condições. O Simão protestou um pouco, mas lá viu que era a melhor solução. Sentá-mo-nos num banco, encostei a minha cabeça no ombro do Samuel, enquanto ele me passava a mão pelo cabelo. 
Samuel: Estás melhor?
Eu: Agradecia que não falasses comigo. Por vezes o silêncio, é o melhor.
Samuel: Desculpa. Estás tão enganada a meu respeito, que até te dá nojo ouvires-me. Aquilo dentro do bar, foi um mal entendido. A Sofia é que me beijou tu viste e se tivesses ficado lá para ver o resto, terias visto que eu empurrei-a para trás. Não quero nada com ela e... (pousei o meu indicador sobre os lábios dele, impedindo que ele continuasse a falar e sorri).

Continua...

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