22.3.11

Tens-me como um mundo onde a felicidade não tem contorno

Do teu lado sinto a pele da minha mão quando esbarra com a tua, e os nossos dedos, que mesmo sem darmos por ela, percorrem um labirinto, e se encontram e se entrelaçam por pura magia.
Quando me vejo longe de ti, adoro fechar os olhos e ficar a sentir o teu contorno no meu quarto a meia luz. Mordo os lábios e ensaio a tua chegada. Recordo-me dos lençóis revolvidos, de um perfume ainda morno, de um beijo na testa a troco de tudo. Eu vivo com o teu cheiro misturado, com o mundo que eu não conheço. Sinto-o no ar, e soletro no silêncio dos meus lábios o teu nome. E em horas assim, eu paro e sinto o dedilhar dos teus dedos nas minhas costas, o crescer da tua voz soprada ao meu ouvido. O infinito que encontrámos no sabor das coisas, nos beijos lentos que não têm tempo, e são felizes assim.
Nós repetimos lugares, re-inventamos rotinas. Confio de olhos vendados uma promessa, num futuro que ainda há-de vir. 
Eu pergunto a todos os beijos, como é possível amar-te tanto assim, como é possível. Eles não dizem nada, apenas sorriem e eu percebo o que querem dizer. 
Todas as promessas transformam-se em motivações, todas as motivações transformam-se em respostas, e essas respostas vão-nos manter sempre assim, tão unidos.
Gosto quando me escondo debaixo dos teus braços e empurro a minha cabeça contra o teu peito. Meu Deus, como é veloz o teu coração. 
Vivo de ti, como uma árvore vive de seiva; a fidelidade com que guardo este amor, bem dentro de mim, fechado a sete chaves, para ninguém lhe meter a mão; as coisas mais belas desde um casal de namorados num banco dum jardim, ao rio douro pintado a pincel. 
Nas minhas veias, o amor anda às mãos cheias e nos meus olhos encontra-se espelhado o turbilhão de emoções que me fazes sentir. 
Como é boa a sensação, da expectativa, do medo miudinho a fazer os dias junto a ti um mapa de hipóteses que não se esgotam. Adoro a sensação do teu olhar baralhado, tão parvamente franco, tão certamente deslumbrado. Dizes coisas, falas em mundos, multiplicas o sabor que levas na boca e pedes-me mais. Eu dou-te tudo o que tenho e o que não tenho. 
Tens-me como um mundo onde a felicidade não tem contorno. Tudo isto para te pedir que espalhes ao vento que me amas. Que respires o meu nome. 
Com o tempo fui-me apercebendo que esta minha "casa", poderia ter o nome que eu tenho escrito no coração, poderia ter o teu nome. Todas as minhas coisas já o têm, são roçadas com o teu cheiro, sentem a tua pele, saboreiam os teus beijos. Abraçam e guardam cada pormenor teu... para quando a noite me embalar, vir à memória tudo o que me és, para eu fechar os olhos e em sonhos reviver cada momento que vivemos juntos. Todos os dias.

19 comentários:

  1. obrigado fofinha, tambem gostei do teu e estou a seguir (:

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  2. *és tu e eu princesa, como sempre tens mesmo <3

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  3. estava a pensar fazer a continuação pequenina, mas ando sem inspiração :c

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