10.3.11

Balada de um banco de jardim

Num repente de emoção
Disparou meu coração
O teu recado era para mim.


É de ti que eu gosto
Não falto ao teu rendez-vous
Seis da tarde e um banco de jardim.


Pus-me logo a sonhar
Corei só de imaginar
Nós os dois no banco de jardim.


Decorei o que dizer
Vesti roupa a condizer
Roubei flores do jardim.


A solidão nesse instante
Foi a breve ilusão de um amor
Como se esse amor de repente
Fosse também um bem ao meu dispor.


Quantos destinos se cruzam assim
Quantos romances se acendem assim
Ao cair da tarde num banco de jardim.


A lua subiu de tom e anoiteceu
Ela nem apareceu
Mais um sonho se desfaz assim.


Desfiz a minha ilusão
E gravei um coração
A canivete no banco de jardim.


A solidão de repente
Era a minha canção de langor
Como se o amor, novamente,
Fosse um estranho, um desertor.


Quantos destinos se cruzam assim
Quantos romances acabam assim
Ao cair de um sonho num banco de jardim...


AZ

6 comentários:

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