22.6.11

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Todos os dias me sento á beira da janela e nem preciso de te ver, porque o amor que cega e ensurdece também mostra coisas que mais ninguém vê e vejo-te a entrar no carro e a abrir a janela, respirando fundo o ar que te traz até mim. Quando chegas, meu amor, pareces os ponteiros de um relógio- o ponteiro dos minutos para ser mais precisa, o mais ponderado porque se se atrasa não é grave como o das horas e se se adianta não é impaciente como o dos segundos.
Nós  acertámos no tempo, no espaço e no modo, como fazem os nossos corações quando na despedida me olhas nos olhos e eu vejo tempo parar, suspenso numa  eternidade só nossa que me faz pensar que valeu a pena esperar tanto tempo por ti. Por isso a espera é quase nada e quase tudo, é a tua imagem no ar, a tua luz no escuro, um fio firme e esticado que me vai guiando pela vida. A espera é só o tempo de deixar crescer aquilo que há de ser. E é sempre pouco, quando se tem tanto para dar e receber.

10 comentários:

  1. amo amo *.*
    «o mais ponderado porque se se atrasa não é grave como o das horas e se se adianta não é impaciente como o dos segundos.» , ótima comparação :D

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  2. O teu blog é sempre tão cheio de amor que é impossível não me apaixonar por ele:)

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  3. faz-me tão bem . ver-te assim, feliz. amo-te!

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  4. amo-te muito e és, sem dúvida, uma das coisas que dá luz á minha vida, sempre.

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  5. Quando quiseres querida Lú, quando quiseres ouvir uma história cheia de amor-dramático-que-dava-para-fazer-um-filme:)

    (e eu a tua, pareces-me sempre tão apaixonada. e eu gosto tanto de ver isso nas pessoas)

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